A extenuação turva a razão. De repente, a falta de energia para a tolerância ao mundo desliga-nos do mesmo.
Tudo se torna vegetação por onde roer. Tudo é carvão que se queima. Tudo é papel que se rasga. As células da solução tornam-se os núcleos de novo dilema. Apenas e só pela falta de energia, cria-se uma nova tensão interna, será isso uma força? Uma outra energia? Assim acontece uma espécie de criação.
O mundo fica então para lá da casca, tudo estala ao toque. Tudo rompe em estalos estridentes de ruído interno.
Assim, lentamente, velozmente, num venenoso deslizar, acontecemos num renascer macabro.
A casca do mundo serve de espelho - assim nos vêem para lá da casca: a crisálida cansada do brilho.
Revela-se um parasita.
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