Doem os dias por vezes, estalam-se pela oca porosidade dos ossos, que se sopram, assim, suavemente, in(e)ternamente gelados.
É assim que se repara numa esquina esquecida ou num pedaço de passeio que se observa como se se sorvesse um gelado de aromas ainda não inventados. Reparas. A célere formiga! O gancho caído. O botão, sempre o saltitante botão...
Agarras a carne dilacerada de dor com a esperança de que o calor das tuas mãos a(s) evapore instantaneamente.
De repente, olhas ao redor e ouves o redor que sai de ti.
Soa um avião que tudo estremece, o teu espanto, inclusive.
Apita o aviso sonoro para passagem das passadeiras no seu compasso robotizado.
A luz vermelha do semáforo apaga-se, assim, clic, sem pensarmos que está lá, clic, de verde fluorescente, cheio de vida, cheio de ferida visual.
Cai-te a ficha. (de que jogo?)
Já pensaste que estás no sonho futurista de algum antepassado?
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