27/02/2014

Despitando loucuras

Respira a Terra do seu ventre.
Devagarinho. Suave, que ninguém ouça.
E mais um toque, mais um suspiro
que não se sente.
Guarda, recolhe.
Guarda, enche.
Guarda, preenche.
Guarda, transborda.

Respira, agora com soluço que está entalada.
Não alivia o cheio vácuo.
Respira, soluça. Sufoca. Grita. Esperneia. Move tudo ao seu redor. Toda a sua cabeleira de mundo e gente treme, sai do sítio, cai, voa, flutua, destrói-se. Ninguém olhou para ela. Lá dentro arde, ácida.
Sobre ela dispersa-se o guardado. Disperso, perdido, organizado? Só o louco, que de tão leve e desprendido pode flutuar. Olha ele ali, a olhar ao redor, a rir. Ele vê o que mais ninguém vê. A Terra tremida, agora respirada, mas queimada por dentro ainda.

Volta a rotina para os que conseguiram descalçar os sapatos molhados. Desce-se a rua renovada para os turistas. Lá vem o sano louco em contra mão. O sol já visitou as pessoas mas a acidez continua nos rostos e roupas ainda cinzentos  amarfanhados no humor desta invernia.
Lá vem ele, colorido. Sim, pode lá ser!
Traz um círculo ao peito. Grande, gigantizado pela sua cor verde fluorescente.

A Terra pára a respiração. Algum alívio em tanto sofrimento. O Louco diagnosticou o mal.
Ao peito, as palavras certeiras:
"Esta é a icterícia do sistema"

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Farewell, Old Man*

My childhood, boy? I am not sure I have been a child, boy. Have I? Who told you I have? You boy are too smart, you see a boy in me, hein? I ...