Graça
neste pedaço de corpo
que luziu a quem se
doeu…
Nesta
dor
em que te criaste,
nessa beleza que nos
desprendeu…
Para quem a viu, só,
largada, não logo
encontrada,
em desgraça,
por vezes
e
s
t
r
a
n
g
u
l
a
d
a
em dó de nós,
em traçados nós,
perdidos
sem ligeireza no
caminho…
E vem uma mão que
toca
num cabelo que se
desprende
e
este
corpo,
esse corpo!
Qualquer corpo
desperta em ser que
é:
sendo,
sambando,
sussurrando um choro
que se cala em…
Sussurro…
Que se repete agora
em nova vida,
reitera-se o fado
cadente,
caindo,
elevando-se em
tranquilo requiem
na graça que a vida
lhe dá.
Graças a si,
com graça.
Em seu corpo
Mulher.
Obrigada ao Varal do Brasil, que nos publicou na revista Varal de Março 2015:
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